"Eu sou somente consequência do que fiz, durante toda minha vida".
É com isso que quero começar meu post. Vou então falar de onde surgiu essa frase.
Estávamos lá, sentados no banco, eu tocando copo e rindo. E então surge a brilhante ideia. Verdade ou Consequência. Eu como sempre, sem-vergonha, topo.
Então nós começamos a brincar, perguntas idiotas, comprometedoras, — não para mim que nunca tive vergonha de nada, — perguntas interessantes.
Como essa que me levou à essa frase.
— Leonardo você acha que isso afetou sua vida.
E a minha resposta:
— Eu sou somente consequência do que fiz, durante toda minha vida.
E eu não podia dizer outra coisa. Tudo que fizemos é sinônimo do que somos. Somos consequência, feitos de resultados. Somas e subtrações que a sociedade faz dos nossos atos, e que nós fazemos, cada um de si próprio.
O bem pode não gerar o bem, mas gerará o que for necessário, o que for válido aquilo que se tem feito.
Erra quem acha que só sofre quem mereceu. A vida não é justa, nunca foi, e eu não quero acreditar, mas tenho que dizer que nunca será. Mas é assim.
Nessas subtrações, adições e afins — como em uma operação matemática, — um erro no sinal pode alterar todo o final. E é isso. Uma atitude, por mais boa que seja pode ser interpretada de modo equivocado e assim subtrair algo da sua vida, ao invés de somar.
Não devemos então nos preocupar com o que fazemos? Não sei, quem sou eu para dizer.
Talvez devêssemos parecer certos? Não sei também. Só sei que é isso que acontece.
Erros podem gerar acertos. E se você vencer não pode se vangloriar, porque os outros podem achar que você é somente mais um derrotado. E também não abaixe a cabeça se você se senti um derrotado, para muitos você será um vencedor.
Então eu digo, não fique se suicidando cada dia mais, por achar que nunca vai vencer. Você sempre vencerá e perderá. Depende simplesmente do ponto de vista.
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Agora vou para outro assunto.
Enquanto estava no ônibus, voltando para casa. Percebi como o cotidiano pode afetar as pessoas. Todas estavam lá, sentados ou em pé, cansados, esperando chegar em suas casas, algumas para descansar, outras para trabalharem mais. Mas quase todas com seus fones de ouvidos. Olhando para rostos que nunca viram e que nunca conhecerão. Porque cada vez mais a comunicação das pessoas está escassa. Por mais incomodo que seja você conversar enquanto está cansado, isso é fundamental. O diálogo é fundamental.
Outra coisa que atiçou muito minha atenção foi o fato de as outras pessoas estarem em seus carros, fazendo sempre a mesma coisa. Acelerando, freando. Jogando o cigarro fora pela janela, e buzinando estressados quando outra pessoa, com seu carro, estava acelerando ou freando indevidamente.
Todos indo para um lugar preestabelecido. Cumprido horários, ou simplesmente apressados para poder deitar em suas camas e dormir. Para acordarem de novo, para poderem trabalhar novamente.
A rotina se encaixa novamente aqui. Não existe uma pessoa que pegue seu carro e vá para um rio, sentar perto dele, lavar o rosto em sua água. Isso parece até impossível, haja visto que cada vez mais nossos rios se tornam sujos. Mas fazer qualquer coisa que saia da rotina, que lhe cause novas sensações, diferentes que as que você sente durante seu dia a dia.
Então é isso, não vou me prolongar para não ser redundante.
Só peço que você tente sair da rotina, grite, cante músicas que odeia, brinque. Seja feliz e vivo.