16 agosto 2010
Frio, sem razão e vazio.
Eu sei. Sempre fui muito confiante, mais de repente despenquei. Há dias eu havia segurado toda dor , mais acabei explodindo de repente e isso não foi nada bom, eu acho.Eu o amava e ele era minha vida. Quando chego da escola em um dia normal e recebo a pior noticia de toda minha vida : meu namorado havia morrido , vítima de uma maldita bala perdida. Quando ouvi aquilo simplesmente não acreditei , no dia anterior ele estava ali comigo , feliz , me dizendo mil coisas , fazendo planos e de repente , de um dia pro outro ele morre . Completamente chocada , senti o cansaço e a dor invadir , fui pro meu quarto e deite-me , não consegui chorar se quer uma lágrima , elas não saiam , minha garganta completamente seca , tive vontade de gritar por seu nome mais não consegui. Onde estaria ele agora? Por que teve que ir , porque o tiraram de mim? A morte não tem volta , e isso era o que mais me doía , nada o faria voltar , nada. Fui ao velório dele , mais não tive coragem de olha-lo ali no caixão , queria a imagem dele sorrindo em minha memória , não um corpo gelado e vazio. Na hora do enterro , assim que colocaram o caixão na cova , um filme se passou pela minha cabeça : quando nos conhecemos , nosso primeiro encontro , o primeiro beijo , as viagens e passeios , as inúmeras tardes comendo pipoca no sofá de casa , os presentes , os carinhos , tudo. Eu não dormia a dias , não comia , desliguei meu celular e nem me dei o trabalho de ligar o computador. Não conseguia dizer uma só palavra . Minha mãe superprotetora queria passar o tempo todo comigo , mais eu a dispensava , sei que ela estava acabada também , e apesar de super me preocupar com a minha mãe , eu não conseguia dar um sorisso se que pra ve-la feliz. Eu estava morta tembém. Os poucos amigos que tinha , vieram me ver , mais nem me dei o trabalho de sair do quarto , minhas pernas não queriam se mover sabendo que teria que falar com alguém sobre a morte dele e muito menos finger que nada estava acontecendo. Foi quando eu decidi.
Moro num prédio de 22 andares , então não foi dificil escolher o local. Eu sabia que eu não o encontraria fazendo isso , mais me manter viva sabendo que o mundo sujo lá for a tirou a vida daquilo que eu mais amava , não isso era demais pra mim. Eu nunca , nunca na vida pensei em me suicidar , nunca tive motivos pra pensar em tal coisa , mais agora eu tinha , pois minha alma ja tinha ido embora quando ele se foi , acho que tenho o direito de ir pra debaixo da terra também . Era tarde , já passava das onze ad noite quando subi ao terraço , eu tinha um acesso secreto até lá , onde eu e ele iamos a noite observer as estelas , owe m dias quentes tomar um pouco de sol. Era perfeito , bem alto , onde ninguém pudesse me ver ou ouvir ( pois não havia cameras no terraço , e ninguém daria falta de mim naquela hora da noite) , concerteza eu não sobreviveria a queda. Subi no parapeito e senti o vento gelado da noite , adorava essa sensação , calafrios pelo corpo todo , a hora havia chegado , eu estava pronta para me entregar a escuridão eterna . Abri os braços e colcoquei um pé no ar , ara como se toda a dor que eu estava sentindo derramasse sobre mim , me sentia leve .
Foi quando meu anjo apareceu. Eu estava prestes a me jogar e ouvi uma voz , pensei estar delirando , mais olhei para trás e vi que avia alguém ali , mais não alguém de carne e osso , mais também eu não fazia ideia de onde aquilo vinha. Eis o que disse:
- Não faça isso Amanda
- É Amellie , nunca fui Amanda de verdade , não é agora que serei.
- Tudo bem Amellie , você não precisa disso , ele morreu mais você tem muito pela frente.
- Primeiro : quem é você? Porque está dizendo isso e como sabe de tudo isso? Quem pensa que é pra me dar ordens agora? Você não me conheçe , eu estou morta e o corpo precisa morrer também , mais você está me atrapalhando se ainda não percebeu.
- Desça dai e vamos converser
- Haha, já disse pra não me dar ordens
. Fechei os olhos e fui , mais algo me segurou , perdi o equilibrio por um instante mais não cai , infelismente.
- Amellie você não pode fazer isso.
- E PORQUE NÃO?
Foi quando olhei-o. Parecia humano mais tinha um leve brilho envolta dele , vestia preto e tinha olhos azuis penetrantes , que procurei não olhar por muito tempo. Afinal o que ele queria comigo? Não seria mais facil me deixar cair e poupar qualquer desgaste?
- Olha me deixe ir ok? Eu to cansada de tudo isso , quero encontrar minha paz.
- Você não terá mais se se suicidar , o seu mundo sera dez vezes pior.
- E como você sabe?
- Porque eu me matei.
05 agosto 2010
Viagem.
Era só mais um dia normal, nada estranho, o mesmo tédio.
Enquanto escrevia qualquer coisa no velho computador que travava constantemente, um amigo da família chega e faz uma pergunta.
Minha avó pega o telefone e liga para esse lugar que agora vos escrevo.
— Sim — Ela responde.
Então como por impulso ela diz:
— Bem que vocês podiam ir para lá — Se referindo a mim e minha irmã.
Era o que eu precisava ouvir.
Depois de muitas discussões e desentendimentos, viemos.
O carro era confortável e não demorou muito para chegar. Demoraria menos se as mulheres não pedissem tanto para ir ao banheiro durante a viagem.
Eu sentia falta dessa cidade pequena, mas tão movimentada.
Sentia falta das pessoas lindas e sorridentes daqui.
Sentia falta de ser feliz.
Saí do tédio e agora todo dia é dia de rir e de brincar. Isso não acontecia mais na outra cidade.
Eu me sinto vivo de novo como jamais me senti antes, eu me sinto amado de novo, eu me sinto engraçado, agradável e indispensável novamente.
E isso me deixa feliz.
Sei que não vai durar muito tempo, uma semana passa voando.
Mas eu sei que são os melhores dias da minha vida até hoje.
Eu não quero acordar desse sonho. Nunca.
Eu sei que a realidade me espera, mas quando eu chegar até ela, vou poder enfrenta-la com muita força. Porque eu sei que sempre existirá um lugar onde eu tenho alguém.
Alguém que vai me abraçar quando eu precisar.
Enquanto escrevia qualquer coisa no velho computador que travava constantemente, um amigo da família chega e faz uma pergunta.
Minha avó pega o telefone e liga para esse lugar que agora vos escrevo.
— Sim — Ela responde.
Então como por impulso ela diz:
— Bem que vocês podiam ir para lá — Se referindo a mim e minha irmã.
Era o que eu precisava ouvir.
Depois de muitas discussões e desentendimentos, viemos.
O carro era confortável e não demorou muito para chegar. Demoraria menos se as mulheres não pedissem tanto para ir ao banheiro durante a viagem.
Eu sentia falta dessa cidade pequena, mas tão movimentada.
Sentia falta das pessoas lindas e sorridentes daqui.
Sentia falta de ser feliz.
Saí do tédio e agora todo dia é dia de rir e de brincar. Isso não acontecia mais na outra cidade.
Eu me sinto vivo de novo como jamais me senti antes, eu me sinto amado de novo, eu me sinto engraçado, agradável e indispensável novamente.
E isso me deixa feliz.
Sei que não vai durar muito tempo, uma semana passa voando.
Mas eu sei que são os melhores dias da minha vida até hoje.
Eu não quero acordar desse sonho. Nunca.
Eu sei que a realidade me espera, mas quando eu chegar até ela, vou poder enfrenta-la com muita força. Porque eu sei que sempre existirá um lugar onde eu tenho alguém.
Alguém que vai me abraçar quando eu precisar.
02 agosto 2010
Incondicional.

Eu parecia um idiota ali, parado sem fazer nada, apenas observando o céu. Mas era o que ela sempre fazia quando vínhamos neste parque.
Eu não queria optar pelo choro, nem pelo medo, muito menos à depressão. Era como tentar sobreviver a um câncer, mas infelizmente era inevitável.
Ora eu olhava o céu estrelado que ela tanto gostava, ora olhava aquele jardim — O jardim de seus sonhos. Mas nem mesmo aquela maravilhosa paisagem curta de flores sob um maravilhoso perfume me fazia esquecer a dor de sua perda.
Eu caminhei vagarosamente até o pequeno banco ao lado do riacho e me sentei. Fiquei observando por alguns minutos aquela escultura velha com uma expressão triste e sofrida, no qual eu mais me assemelhava naquela hora.
Sua voz ainda soava linda e maravilhosa em minha mente: Papai, eu amo esse jardim. Os pensamentos eram fortes de mais e o sofrimento, constante.
Eu estava ficando exausto, sabia que de nada adiantaria ficar ali parado esperando alguma resposta, que não viria de lugar nenhum. Mas eu tinha medo de que durasse para sempre essa dor torturante.
Me levantei e caminhei até o riacho e lavei meu rosto, logo depois fui até em frente a escultura e me sentei para observar aquela expressão estranha.
Já era quase meia noite e eu estava quase desabando de tanto sono. Para me despertar peguei uma pedra e fiquei raspando a grama, até que aquela voz novamente me interrompeu: Papai, eu amo... papai!
E esta continuou se repetindo, e se deslocou por todo o jardim, eu me levantei e a segui, o mais silenciosamente possível para que não escapasse — como se isso adiantasse algo. Aos poucos ela começou a se distanciar até que uma hora eu não consegui mais escutá-la.
De repente algo soprou baixo em meu ouvido: Eu te amo, e o meu amor é puro, é incondicional.
Senti novamente a tristeza profunda emergindo em meu coração, e nada que eu fizesse — nem mesmo se escutasse novamente sua voz — iria acabar com a minha tristeza. De qualquer jeito ela não estava ali.
Eu abaixei minha cabeça e retornei até em frente a escultura. Não consegui segurar as lágrimas que desciam lentas pelo meu rosto. Ela não vai voltar.
Senti leves pingos de chuva em meu rosto e logo percebi que iria começar a chover, mas eu permaneci lá, parado e chorando, a chuva não me importava mais.
Eu interrompi meu choro e tornei a segurar aquela pedra e fiquei brincando com ela em minhas mãos até me lembrar de sua voz novamente.
Tudo o que eu tinha na vida, era ela, tudo que eu mais amava era só ela, mais ninguém. Pena que ela se foi, infelizmente seu corpo não havia suportado mais.
Eu olhei para o céu e apertei com muita força aquela pedra em minhas mãos. A mensagem que dissera ainda estava guardada em minha mente e me abalava ainda mais.
Virei seu lado mais pontudo contra minhas mãos e escrevi no pequeno altar da escultura:
"Eu te amo, e o meu amor é puro, é incondicional."
Mesmo que eu não a veja novamente, eu sempre direi que vou amá-la, ela sempre será uma princesa, sempre me encantará. E nosso amor, incondicional.
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