Corpo atlético, rosto bonito, pele morena, uns 17 anos. Lucas, o filho mais velho de Greg e Márcia só dava orgulho para o casal e era o super herói do único irmão, o caçula Gustavo. Tinha notas brilhantes, era muito bem educado e tinha uma incrível habilidade no basquete, esporte que muitos brasileiros não valorizam muito, mas naquela comunidade em que morava era muito praticado. Mesmo com o enorme sucesso com as garotas e os muitos amigos, Lucas colocava sempre a família em primeiro plano, seus pais sempre diziam que os verdadeiros amigos estavam em casa esperando por ele. Ele sempre sentiu um pouco de exagero na expressão que os pais usavam frequentemente, mas eles estavam mais certos do que ele podia imaginar.
Era apenas mais uma quinta-feira, ele foi à escola e já estava em casa. Seu irmão estudava na parte da tarde, seu pai trabalhava o dia inteiro e sua mãe era uma excelente dona de casa. Ele chegou, falou sobre a escola com a mãe, Márcia, enquanto almoçava, tomou um banho e foi para a quadra do bairro com o João, seu melhor amigo. Enquanto jogavam, notou a presença de um homem nada familiar. O homem alto, de traços marcantes, acenou com a cabeça para João que respondeu ao gesto. -Não pode ser um olheiro porque não usa roupas adequadas(para um olheiro).
-Pensou. Mas continuou jogando, deixou para lá. O jogo terminou e João caminhou em direção ao homem. Lucas se sentia muito cansado, mas se sentia bem, o jogo foi bom e ele saiu vitorioso. João o chamou e o apresentou ao homem que não disse seu nome. o Homem por sua vez, apresentou-lhe um pó. Lucas sabia bem o que era, mas não sabia como reagir. Foi para casa atordoado, não falou nada com os pais desta vez e foi direto para o quarto. Dormiu.
Outra sexta-feira comum: voltou da escola e como na quinta foi jogar basquete. o Homem estava lá novamente e continuou indo durante um certo tempo até que Lucas não aguentou a pressão:
- Qual é cara? Seja homem, só uma carrerinha vai?
- Não. Eu não tenho certeza se isso é ser homem.
- Iiih, "tá" com medo é?
Pela sua "dignidade", ele acabou experimentando, nem imaginava que era o início no fim de sua vida.
Daí por diante, aos poucos Lucas foi mudando seu jeito: já não tirava boas notas, estava emagrecendo consideravelmente, era calado, e não tinha mais fôlego para as partidas de basquete. Agora, sua corrida era para sustentar seu vício. Vendeu suas coisas. Roubava a carteira do pai. Traficava. Fazia de tudo para conseguir dinheiro. Sua mãe, desconfiada, já sabia e temia o fim do filho.
Lucas já não tinha o que fazer para conseguir dinheiro e se enrolou em uma dívida. Começou a ser ameaçado, embora não estivesse demonstrando muito ultimamente, ele ainda amava e muito, sua família e não queria perdê-la por um erro cometido por ele. Mas a dívida só aumentava.
Terça-feira à tarde. Agora, Lucas só olhava os garotos jogarem. Cheirou mais um pouco antes de voltar para casa. Não viu Gustavo na porta, o que achou estranho e quando entrou, desejou nunca ter voltado para casa. Seus pais estavam mortos. Um bilhete sobre um dos corpos dizia: -Foi só um aviso, busque seu irmão na escola,e pague a dívida, se não quiser perder toda a família.- Tentou conter o desprezo. Enquanto ouvia a sirene da PM, saiu sem ser percebido e foi com o irmão para a casa de uma tia. Aos poucos, sua vida foi voltando ao normal, a dor era grande, mas ele tinha um irmão para cuidar. Parte da dívida foi quitada. Mas acabou crescendo novamente. Se sentia culpado por tornar seu irmão mais novo órfão tão cedo e em parte, tinha culpa mesmo. Levou Gustavo para a escola e resolveu andar sem rumo para esfriar a cabeça. Acabou se atrasando para pegar seu irmão, mas ao chegar na escola de Gustavo, sua preocupação com o pequeno aumentou.
- O Guto já foi para casa, seu primo o pegou.
- Mas eles nunca buscam ele na escola.
- É tudo o que sei. Vá para casa. Provavelmente, ele estará lá.
Lucas voltou, querendo ver o irmão. Ao chegar, ele estava vivo, " Graças a Deus", ele pensou, mas viu "os cobradores da boca" na sua casa e seu corpo gelou.
-Leu nossa cartinha Lucas?
-Já estou providenciando o dinheiro.
-Queremos agora!
Enquanto um falava, outro esquentava um ferro e encostava nos braços de Gustavo. Lucas chorou pelo irmão, mas não sabia o que fazer, não podia fazer nada. Um deles pegou uma faca, esquentou-a, e começou a cortar desenhando nas costas de Gustavo. Depois apontou uma arma para Gustavo que gritou antes de morrer. Com o irmão mais novo nos braços, Lucas chorava e gritava por uma segunda chance.
Alguém bateu na porta. Lucas acordou desesperado, suado e chorando. Olhou o relógio, 5:30 da manhã, sua mãe estava parada na porta, não entendia o que estava acontecendo. Ela o abraçou com um calor e um amor que só as mães conseguem passar e deduziu que fosse um pesadelo. Disse com uma voz doce:
-Foi só um sonho.
-Não mãe, é minha segunda chance!
Lucas prometeu para sim mesmo que iria se dedicar mais ao basquete. Jogar sem olhar em volta porque o perigo te observa.
30 dezembro 2010
12 outubro 2010
Anestesia.
Acordar em um dia chuvoso, o corpo todo descoberto. O braço arrepiado, os cabelos desarrumados.
Ir ao banheiro, escovar os dentes, arrumar o cabelo, ou ao menos tentar. Se vestir, tomar leite, sair. Pegar o carro, ir à escola. Chegar, subir as escadas e ver as mesmas pessoas. Sorrir, contar piadas, histórias, atuar, cantar, dançar.
Sentar na cadeira, na carteira. Encostar a cabeça na mochila, fitar o nada. Ouvir o silêncio esquisito. Ver o nada, e não sentir nada.
Depois falar, falar, ouvir, falar. Filosofar, e olhar. As palavras tentando avançar pela sua barreira, acabar com a sua paz. Se bem que ela já estava abalada.
É isso que se apaixonar faz, avançar e tentar derrubar a sua paz.
Ver aqueles olhos, aquele sorriso de melancia. Criar expectativas. Ter suas expectativas quase destruídas.
Crescer. Essa é a palavra. Essa grande tentativa de tentar destruir minha paz e minha felicidade foi em vão. Eu cresci, não sou mais aquela criança, ao menos não no quesito paixão.
Não ficar perdendo tempo com romances juvenis que passam depois das férias. Que são baseados apenas em pose, status.
Aquelas palavras, podem ter sido duras. Mas foram reais, como eu jamais ouvira. Ver a verdade estampada e não se sentir mal. Apenas olhar para ela como uma simples formiga, se comparada com a imensidão da minha alma, com a minha capacidade.
Eu não sou mais uma criança ou um jovem apaixonado. Meus romances não são mais baseados em status. São baseados em me sentir bem ao lado da pessoa; e isso eu posso conseguir sendo amigo dela.
Eu posso rir com ela, eu posso contar minhas piadas sem graça. Eu posso ter filhos com ela, mesmo que imaginários. Eu posso, eu posso, eu posso.
O que mais eu quero? O que mais eu poderia querer?
Eu a tenho, de certa forma.
Eu a amo. Amo como um grande amigo, como um admirador.
E quando a pessoa não exige que você a ame, mais se ama.
E eu que um dia já pensei que amar era sofrer. Tolo. Amar é ser feliz, ficar feliz. Com quaisquer ações de carinho do outro; com conselho. Com piadas no msn; com um olá. Um olhar.
Me sinto anestesiado, não sinto dor. Porém sinto a felicidade.
Eu estou feliz e nada pode acabar com isso.
Ir ao banheiro, escovar os dentes, arrumar o cabelo, ou ao menos tentar. Se vestir, tomar leite, sair. Pegar o carro, ir à escola. Chegar, subir as escadas e ver as mesmas pessoas. Sorrir, contar piadas, histórias, atuar, cantar, dançar.
Sentar na cadeira, na carteira. Encostar a cabeça na mochila, fitar o nada. Ouvir o silêncio esquisito. Ver o nada, e não sentir nada.
Depois falar, falar, ouvir, falar. Filosofar, e olhar. As palavras tentando avançar pela sua barreira, acabar com a sua paz. Se bem que ela já estava abalada.
É isso que se apaixonar faz, avançar e tentar derrubar a sua paz.
Ver aqueles olhos, aquele sorriso de melancia. Criar expectativas. Ter suas expectativas quase destruídas.
Crescer. Essa é a palavra. Essa grande tentativa de tentar destruir minha paz e minha felicidade foi em vão. Eu cresci, não sou mais aquela criança, ao menos não no quesito paixão.
Não ficar perdendo tempo com romances juvenis que passam depois das férias. Que são baseados apenas em pose, status.
Aquelas palavras, podem ter sido duras. Mas foram reais, como eu jamais ouvira. Ver a verdade estampada e não se sentir mal. Apenas olhar para ela como uma simples formiga, se comparada com a imensidão da minha alma, com a minha capacidade.
Eu não sou mais uma criança ou um jovem apaixonado. Meus romances não são mais baseados em status. São baseados em me sentir bem ao lado da pessoa; e isso eu posso conseguir sendo amigo dela.
Eu posso rir com ela, eu posso contar minhas piadas sem graça. Eu posso ter filhos com ela, mesmo que imaginários. Eu posso, eu posso, eu posso.
O que mais eu quero? O que mais eu poderia querer?
Eu a tenho, de certa forma.
Eu a amo. Amo como um grande amigo, como um admirador.
E quando a pessoa não exige que você a ame, mais se ama.
E eu que um dia já pensei que amar era sofrer. Tolo. Amar é ser feliz, ficar feliz. Com quaisquer ações de carinho do outro; com conselho. Com piadas no msn; com um olá. Um olhar.
Me sinto anestesiado, não sinto dor. Porém sinto a felicidade.
Eu estou feliz e nada pode acabar com isso.
26 setembro 2010
Cicatriz.
Não estou aqui para polemizar, nem para ser bem visto. Simplesmente estou aqui, como você, como todos os outros. Perdendo tempo tentando se encaixar, achando que a nossa verdade não é certa. Achando que os outros são importantes, escrevendo poesias porque acha que entendi alguma droga de amor.
Não quero ser o mais falado, nem o menos falado, não desejo mal a ninguém, não tenho inimigos, não sei nem ao menos se tenho amigos. Vou parar de perder meu tempo tentando fazer as pessoas rirem, porque elas nunca irão reconhecer isso, nunca reconhecem.
Vou parar de me fingir de triste, eles nunca ligarão realmente, jamais ligaram. Só não vou parar de escrever, porque mesmo que ninguém leia isso, eu irei. E voltarei no tempo, e verei que tudo muda, nada é estático. Nem mesmo nossa futilidade e nossa idiotice.
Vou parar de tentar fazer os outros se divertirem, eles não reconhecem. Vou parar de amar, você jamais reconhecera ele.
Oh, pobre e tolo garoto, quem sou eu para falar de amor. Meu mundo é tão pequeno, mas cresce a cada dia, e eu vejo que ele não pode parar, não agora, não enquanto eu ainda vivo. Algumas vezes sinto minhas veias se contraindo e o sangue fluindo mais devagar, tolo, não deveria sentir isso, ninguém senti isso por mim.
Isso que a maioria chama de amor, eu chamo de obsessão. Amor é diferente, não sei como é, não sei explicar. Eu era a pessoa mais obsessiva que vocês podem conhecer, eu desejava a pessoa mais que a minha própria vida, eu queria estar com ela sempre e isso só nos afastava. Ela reclamava que eu não ficava próximo dela o bastante, era que eu estava muito ocupado imaginando nosso futuro, em que sentaríamos, entrelaçaríamos nossas mãos, as alianças nos dedos e sorriríamos um para o outro, lembrando de histórias que vivemos juntos, em que corríamos na chuva, em que eu salvara ela de ser atropelada, de quando ela segurava minha mão no hospital. Idiota, isso não aconteceu, seus devaneios só serviram para acabar com tudo, antes mesmo que começasse.
Eu me arrependo sim, me arrependo de não ter vivido, de ter esquecido que as pessoas não vivem no meu mundo, que as minhas proporções não são iguais para todos, cada um vê o mundo do jeito que deseja, por favor, eu lhes imploro, não julgue as pessoas pelo que você acha certo, eu fiz isso, me equivoquei, não tem como concertar o erro, ele sempre ficará na memória. Mas também não perca seu tempo achando que o futuro dependerá desse erro, ele é só como uma ferida cicatrizada, não doí, mas a marca sempre estará lá.
13 setembro 2010
Vida.
"Viver não é só uma ação corriqueira. É um ato tão díficil, de imensurável tamanho e forma. Tão grande que nem mesmo sabemos qual é o seu fim, ou se tem um fim."
(Leeo Ross)
"A pior coisa da vida, é se esquecer de viver."
"A pior coisa da vida, é se esquecer de viver."
(Leeo Ross)
"A vida não é feita só por uma pessoa. A vida depende de um Todo. Seja Ele denominado Deus, Jeová, Allah, ou o próprio Homem."
(Leeo Ross)
"Alguém disse que a vida é uma festa. A gente chega depois que começou e sai antes que acabe."
(Leeo Ross)
"Alguém disse que a vida é uma festa. A gente chega depois que começou e sai antes que acabe."
(Elsa Maxwell)
"Quando eu ouço alguém suspirar, "A vida é dura", eu sempre sou tentado a perguntar, "Comparado a que?"
(Sydney J. Harris)
"O que você deixa para trás não é o que é gravado em monumentos de pedra, mas o que é tecido nas vidas de outros." (Péricles)
"Estar cheio de vida é respirar profundamente, mover-se livremente e sentir com intensidade."
(Alexander Lowen)
"Nunca perca um minuto de sua vida preciosa pensando em pessoas que você não gosta."
(Autor desconhecido)
"Eis um teste para saber se você terminou sua missão na Terra: se você está vivo, não terminou."
(Richard Bach)
"Uma vida não questionada não merece ser vivida."
(Platão)
"Choramos ao nascer porque chegamos a este imenso cenário de dementes."
(William Shakespeare)
Armas, cachecóis e mascáras.
Não quero saber de piedade, não quero saber de piedade! Entenderam?
Eu quero que vocês sejam os mais cruéis possíveis; matando os que se negam a aceitar nossa moda; matando quem descobrir nosso verdadeiro rosto por trás dessas máscaras.
Mintam, finjam, encoragem mesmo se vocês nunca sentiram nem parte dela.
Acabem com o que virem pela frente, destrua. Aceite reforços. Finja serem amigos, finjam gostarem do que fazem. Finjam serem matadores, estilistas e caridosos.
Esqueçam o que sua mente diz. Esqueça o que você realmente quer; sucumba seus desejos; seus extintos.
Deixe que a sua máscara fale por si próprio. Deixe que seus cachecóis destruam mais que suas armas. Usem suas palavras como armas.
Quero que vocês imponham sua verdade, nossa verdade aos outros. Mesmo que você nunca acreditasse nela.
Quero que vocês façam as pessoas implorarem pela morte; por não se encaixarem.
Digam que a verdade é real. Digam que o que você diz é real. Mesmo que você não acredite.
Sinta dor nos pés; sinta-se sufocado; sinta-se com calor; mas finja que está bem. Assim é melhor.
Finjam que você acredita nisso; finjam que acham bonito; assim é melhor. Tente se encaixar, e fazerem os outros se encaixarem.
Tente dormir sem sonhar; os sonhos só te iludem. Acorde sabendo que outros dias serão piores. Então aproveite aquele.
Aceite o que a moda, televisão, amigos, família, igreja e tudo mais, quer lhe dizer. Quer lhe IMPOR!
Não queira ser os donos da marionete.
Eu não estou aqui, escrevendo isso porque quero. Estou porque o mundo quer assim, ou porque eu acredito que ele queira.
16 agosto 2010
Frio, sem razão e vazio.
Eu sei. Sempre fui muito confiante, mais de repente despenquei. Há dias eu havia segurado toda dor , mais acabei explodindo de repente e isso não foi nada bom, eu acho.Eu o amava e ele era minha vida. Quando chego da escola em um dia normal e recebo a pior noticia de toda minha vida : meu namorado havia morrido , vítima de uma maldita bala perdida. Quando ouvi aquilo simplesmente não acreditei , no dia anterior ele estava ali comigo , feliz , me dizendo mil coisas , fazendo planos e de repente , de um dia pro outro ele morre . Completamente chocada , senti o cansaço e a dor invadir , fui pro meu quarto e deite-me , não consegui chorar se quer uma lágrima , elas não saiam , minha garganta completamente seca , tive vontade de gritar por seu nome mais não consegui. Onde estaria ele agora? Por que teve que ir , porque o tiraram de mim? A morte não tem volta , e isso era o que mais me doía , nada o faria voltar , nada. Fui ao velório dele , mais não tive coragem de olha-lo ali no caixão , queria a imagem dele sorrindo em minha memória , não um corpo gelado e vazio. Na hora do enterro , assim que colocaram o caixão na cova , um filme se passou pela minha cabeça : quando nos conhecemos , nosso primeiro encontro , o primeiro beijo , as viagens e passeios , as inúmeras tardes comendo pipoca no sofá de casa , os presentes , os carinhos , tudo. Eu não dormia a dias , não comia , desliguei meu celular e nem me dei o trabalho de ligar o computador. Não conseguia dizer uma só palavra . Minha mãe superprotetora queria passar o tempo todo comigo , mais eu a dispensava , sei que ela estava acabada também , e apesar de super me preocupar com a minha mãe , eu não conseguia dar um sorisso se que pra ve-la feliz. Eu estava morta tembém. Os poucos amigos que tinha , vieram me ver , mais nem me dei o trabalho de sair do quarto , minhas pernas não queriam se mover sabendo que teria que falar com alguém sobre a morte dele e muito menos finger que nada estava acontecendo. Foi quando eu decidi.
Moro num prédio de 22 andares , então não foi dificil escolher o local. Eu sabia que eu não o encontraria fazendo isso , mais me manter viva sabendo que o mundo sujo lá for a tirou a vida daquilo que eu mais amava , não isso era demais pra mim. Eu nunca , nunca na vida pensei em me suicidar , nunca tive motivos pra pensar em tal coisa , mais agora eu tinha , pois minha alma ja tinha ido embora quando ele se foi , acho que tenho o direito de ir pra debaixo da terra também . Era tarde , já passava das onze ad noite quando subi ao terraço , eu tinha um acesso secreto até lá , onde eu e ele iamos a noite observer as estelas , owe m dias quentes tomar um pouco de sol. Era perfeito , bem alto , onde ninguém pudesse me ver ou ouvir ( pois não havia cameras no terraço , e ninguém daria falta de mim naquela hora da noite) , concerteza eu não sobreviveria a queda. Subi no parapeito e senti o vento gelado da noite , adorava essa sensação , calafrios pelo corpo todo , a hora havia chegado , eu estava pronta para me entregar a escuridão eterna . Abri os braços e colcoquei um pé no ar , ara como se toda a dor que eu estava sentindo derramasse sobre mim , me sentia leve .
Foi quando meu anjo apareceu. Eu estava prestes a me jogar e ouvi uma voz , pensei estar delirando , mais olhei para trás e vi que avia alguém ali , mais não alguém de carne e osso , mais também eu não fazia ideia de onde aquilo vinha. Eis o que disse:
- Não faça isso Amanda
- É Amellie , nunca fui Amanda de verdade , não é agora que serei.
- Tudo bem Amellie , você não precisa disso , ele morreu mais você tem muito pela frente.
- Primeiro : quem é você? Porque está dizendo isso e como sabe de tudo isso? Quem pensa que é pra me dar ordens agora? Você não me conheçe , eu estou morta e o corpo precisa morrer também , mais você está me atrapalhando se ainda não percebeu.
- Desça dai e vamos converser
- Haha, já disse pra não me dar ordens
. Fechei os olhos e fui , mais algo me segurou , perdi o equilibrio por um instante mais não cai , infelismente.
- Amellie você não pode fazer isso.
- E PORQUE NÃO?
Foi quando olhei-o. Parecia humano mais tinha um leve brilho envolta dele , vestia preto e tinha olhos azuis penetrantes , que procurei não olhar por muito tempo. Afinal o que ele queria comigo? Não seria mais facil me deixar cair e poupar qualquer desgaste?
- Olha me deixe ir ok? Eu to cansada de tudo isso , quero encontrar minha paz.
- Você não terá mais se se suicidar , o seu mundo sera dez vezes pior.
- E como você sabe?
- Porque eu me matei.
05 agosto 2010
Viagem.
Era só mais um dia normal, nada estranho, o mesmo tédio.
Enquanto escrevia qualquer coisa no velho computador que travava constantemente, um amigo da família chega e faz uma pergunta.
Minha avó pega o telefone e liga para esse lugar que agora vos escrevo.
— Sim — Ela responde.
Então como por impulso ela diz:
— Bem que vocês podiam ir para lá — Se referindo a mim e minha irmã.
Era o que eu precisava ouvir.
Depois de muitas discussões e desentendimentos, viemos.
O carro era confortável e não demorou muito para chegar. Demoraria menos se as mulheres não pedissem tanto para ir ao banheiro durante a viagem.
Eu sentia falta dessa cidade pequena, mas tão movimentada.
Sentia falta das pessoas lindas e sorridentes daqui.
Sentia falta de ser feliz.
Saí do tédio e agora todo dia é dia de rir e de brincar. Isso não acontecia mais na outra cidade.
Eu me sinto vivo de novo como jamais me senti antes, eu me sinto amado de novo, eu me sinto engraçado, agradável e indispensável novamente.
E isso me deixa feliz.
Sei que não vai durar muito tempo, uma semana passa voando.
Mas eu sei que são os melhores dias da minha vida até hoje.
Eu não quero acordar desse sonho. Nunca.
Eu sei que a realidade me espera, mas quando eu chegar até ela, vou poder enfrenta-la com muita força. Porque eu sei que sempre existirá um lugar onde eu tenho alguém.
Alguém que vai me abraçar quando eu precisar.
Enquanto escrevia qualquer coisa no velho computador que travava constantemente, um amigo da família chega e faz uma pergunta.
Minha avó pega o telefone e liga para esse lugar que agora vos escrevo.
— Sim — Ela responde.
Então como por impulso ela diz:
— Bem que vocês podiam ir para lá — Se referindo a mim e minha irmã.
Era o que eu precisava ouvir.
Depois de muitas discussões e desentendimentos, viemos.
O carro era confortável e não demorou muito para chegar. Demoraria menos se as mulheres não pedissem tanto para ir ao banheiro durante a viagem.
Eu sentia falta dessa cidade pequena, mas tão movimentada.
Sentia falta das pessoas lindas e sorridentes daqui.
Sentia falta de ser feliz.
Saí do tédio e agora todo dia é dia de rir e de brincar. Isso não acontecia mais na outra cidade.
Eu me sinto vivo de novo como jamais me senti antes, eu me sinto amado de novo, eu me sinto engraçado, agradável e indispensável novamente.
E isso me deixa feliz.
Sei que não vai durar muito tempo, uma semana passa voando.
Mas eu sei que são os melhores dias da minha vida até hoje.
Eu não quero acordar desse sonho. Nunca.
Eu sei que a realidade me espera, mas quando eu chegar até ela, vou poder enfrenta-la com muita força. Porque eu sei que sempre existirá um lugar onde eu tenho alguém.
Alguém que vai me abraçar quando eu precisar.
02 agosto 2010
Incondicional.

Eu parecia um idiota ali, parado sem fazer nada, apenas observando o céu. Mas era o que ela sempre fazia quando vínhamos neste parque.
Eu não queria optar pelo choro, nem pelo medo, muito menos à depressão. Era como tentar sobreviver a um câncer, mas infelizmente era inevitável.
Ora eu olhava o céu estrelado que ela tanto gostava, ora olhava aquele jardim — O jardim de seus sonhos. Mas nem mesmo aquela maravilhosa paisagem curta de flores sob um maravilhoso perfume me fazia esquecer a dor de sua perda.
Eu caminhei vagarosamente até o pequeno banco ao lado do riacho e me sentei. Fiquei observando por alguns minutos aquela escultura velha com uma expressão triste e sofrida, no qual eu mais me assemelhava naquela hora.
Sua voz ainda soava linda e maravilhosa em minha mente: Papai, eu amo esse jardim. Os pensamentos eram fortes de mais e o sofrimento, constante.
Eu estava ficando exausto, sabia que de nada adiantaria ficar ali parado esperando alguma resposta, que não viria de lugar nenhum. Mas eu tinha medo de que durasse para sempre essa dor torturante.
Me levantei e caminhei até o riacho e lavei meu rosto, logo depois fui até em frente a escultura e me sentei para observar aquela expressão estranha.
Já era quase meia noite e eu estava quase desabando de tanto sono. Para me despertar peguei uma pedra e fiquei raspando a grama, até que aquela voz novamente me interrompeu: Papai, eu amo... papai!
E esta continuou se repetindo, e se deslocou por todo o jardim, eu me levantei e a segui, o mais silenciosamente possível para que não escapasse — como se isso adiantasse algo. Aos poucos ela começou a se distanciar até que uma hora eu não consegui mais escutá-la.
De repente algo soprou baixo em meu ouvido: Eu te amo, e o meu amor é puro, é incondicional.
Senti novamente a tristeza profunda emergindo em meu coração, e nada que eu fizesse — nem mesmo se escutasse novamente sua voz — iria acabar com a minha tristeza. De qualquer jeito ela não estava ali.
Eu abaixei minha cabeça e retornei até em frente a escultura. Não consegui segurar as lágrimas que desciam lentas pelo meu rosto. Ela não vai voltar.
Senti leves pingos de chuva em meu rosto e logo percebi que iria começar a chover, mas eu permaneci lá, parado e chorando, a chuva não me importava mais.
Eu interrompi meu choro e tornei a segurar aquela pedra e fiquei brincando com ela em minhas mãos até me lembrar de sua voz novamente.
Tudo o que eu tinha na vida, era ela, tudo que eu mais amava era só ela, mais ninguém. Pena que ela se foi, infelizmente seu corpo não havia suportado mais.
Eu olhei para o céu e apertei com muita força aquela pedra em minhas mãos. A mensagem que dissera ainda estava guardada em minha mente e me abalava ainda mais.
Virei seu lado mais pontudo contra minhas mãos e escrevi no pequeno altar da escultura:
"Eu te amo, e o meu amor é puro, é incondicional."
Mesmo que eu não a veja novamente, eu sempre direi que vou amá-la, ela sempre será uma princesa, sempre me encantará. E nosso amor, incondicional.
30 julho 2010
Silêncio.

Tenho me obrigado durante muito tempo a ser quem eu não queria ser. Mudei minha maneira de pensar, meu jeito de se vestir, fui mais gentil com as pessoas. Isso não adiantou.
Conversei mais, mudei ainda mais o meu estilo, forçei até a minha personalidade, vivi entre uma prisão, para que as pessoas olhassem para mim. Tudo em vão.
De tanto eu fiz, para que fosse uma pessoa mais conhecida, que mais estivesse à frente de todos, mas todos apenas pisaram em cima de mim. Eu fui excluído, forçado a chorar.
A tristeza tomou meu coração, sou o que ninguém quer saber, de fora.
Então eu me calei, usei a rigidez em minhas palavras, fui rude, um imbecil, simplismente deixei o silêncio me tomar.
Mudei bruscamente minhas roupas e minha maneira de falar. Eu já estava a ponto de quase não existir.
Transformei o que era preto, em branco, pelos outros, por quem não merecia.
Sempre me disseram: "Felipe, larga de ser assim, tão idiota!", ou "Porque você é assim? isso é desnecessário!" e até mesmo "Você é burro!".
Sempre me deixei levar pelo que os outros dizem. Sempre me conformei com o que os outros me disseram, nunca me dei uma opinião que me ajudasse a ser alguém melhor.
Até que um dia, recebi um apoio, um pequeno aviso, de um amigo que se importou comigo: "Você não pode deixar que os outros façam isso com você! Você deve fazer as coisas pelo seu próprio bem, pensar em seu bem-estar!".
Nunca tentei mudar, eu sempre fui um teimoso. Mas então eu decidi que iria mudar, que precisava mudar.
Pensei um pouco mais em mim, tomei meu conforto em primeiro lugar.
Logo depois disso, automaticamente aprendi a ser mais amado, e pessoas passaram a me enxergar. Porque eu me valorizei, porque eu dei conta de mim, e esqueci um pouco do que os outros falavam.
Agora eu posso sim dizer que sou feliz, e não deixar que o silêncio me consuma aos poucos. Pois agora eu sou uma pessoa muito melhor, e realizei o que eu mais queria.
- Em minha vida, houveram muitas pessoas que me ajudaram a caminhar para frente. O Léo me ajudou muito de uns tempos para cá. Obrigado por ser um grande amigo.
29 julho 2010
Preocupações Desnecessárias.
Por que sou tão tolo? Por que eu ainda me preocupo?
IDIOTA!
É isso que eu sou.
Quanto mais eu procuro não ligar para as pessoas, mas eu me preocupo.
Você não aprende Leonardo?
Parece que não. Por mais que a vida me bata e que as pessoas digam que eu não sou bom o suficiente, eu não aprendo. Continuo amando-as e querendo o bem delas como antes.
Isso não é certo.
Eu sei, mas meu inconsciente não. Cada dia que procuro fazer as pessoas sorrirem, elas insistem em olhar para mim com a cara mais horrenda que se possa imaginar.
Quanto mais eu amo essas pessoas, mas elas insistem em me dar ódio e desdém.
Por quê?
Minha vida é cheia de "porquês" e parece que eles nunca terão suas respostas.
Eu fico me preocupando com pessoas que nunca entenderão o porquê de eu me preocupar com elas.
As pessoas reclamam tanto que os garotos estão tão fúteis ultimamente, mas quando veem um garoto que realmente se preocupa com as coisas, os tratam com tanto ou até maior desprezo como tratam os idiotas fúteis.
IDIOTAS FÚTEIS?
Não sei se são idiotas ou inteligentes. Se você faz o certo, reclamam. Se você faz errado, reclamam.
Querem o quê?
Eu continuo tendo essas preocupações desnecessárias. Mas eu não vou ficar aqui sendo só mais um idiota. Talvez não mude. Mas vou morrer tentando!
27 julho 2010
Realidade.

O mundo é uma realidade que não satisfaz, é terrível, escuro. Infelizmente estamos vivendo os tempos que aos poucos está se desfazendo para tristeza.
Guerras acontecem por todos os lados. O mau está em toda parte, e não temos muito o que fazer.
O homem a cada dia que passa está se transformando em um monstro, que destrói, que esfola, e acaba com a alegria dos humanos. Onde estão as respostas para esses acontecimentos?
Isso tem muito a ver com o que as pessoas vivem, ou até mesmo no que elas fazem. Se ele pensa, tem consciência dessa situação.
Eu tive muito tempo para pensar em tal situação, por isso eu choro e rio intensamente, porque esta é a minha saída, é a minha maneira de ajudar. Se você não vive feliz, nada de que faça valerá a pena. Se você não chora, como pode entender um choro alheio?
O mundo é uma corrida, no qual corremos para nos sentirmos melhores, cada dia mais. Ninguém é monstro, ninguém é santo. Mas todos sim podem fazer a diferença.
Onde está a dignidade? onde está a paz?
Às vezes, eu corro porque simplismente eu acho que tudo ficará bem, mas sempre lá fora, há algo terrível, que não posso me esconder.
O mundo é uma realidade fria, e está cada vez mais difícil viver nela. Por isso eu digo, a realidade não me basta.
Então eu vivo numa ilusão, porque meu próprio mundo é o meu refúgio da realidade malígna. Porque o meu mundo não mata, não destrói, e sim, me ajuda a ser uma pessoa melhor.
24 julho 2010
Fotografia.
Chovia muito naquele dia, o suficiente para tornar o dia um tanto depressivo. De qualquer jeito a dor não foi embora. Ela sempre permaneceu ali, como uma companheira fiel.
Eu segurava o choro todas as vezes que via aquela imagem. Olhar para a fotografia dela era sufocante. Eu não sabia como lidar com a dor — mesmo com ela se tornando cada vez mais normal.
Eu estava deitado na minha cama, o sono não chegava, a imagem dela não fugia de minha cabeça. Eu estava a ponto de acabar com tudo naquele mesmo momento, mas eu sei que nada disso valeria a pena.
Eu me levantei lentamente, e desci para a sala, sem esperança alguma. Logo que cheguei tomei um susto por pensar ter visto ela ali, sentada no sofá assistindo ao seu programa favorito como todos os dias. Será que estou louco?
Me aproximei e me sentei ao seu lado, ela sorriu para mim. E linda como sempre, me encantou.
Lutei para que sua imagem permanecesse ali por mais tempo, mas em um piscar de olhos, minha felicidade se abalou, ela já não estava mais ali. Eu já devia ter colocado em minha cabeça que ela não está mais viva. Mas cada vez que eu a via, parecia ser ainda mais real, não me conformo que algo tão bruto pudera ter acontecido com ela. Eu sinto a falta dela e se pudesse, iria em seu lugar.
A perda dela me faz cada vez mais quebrado, me sinto cada vez mais morto por dentro, a tristeza me consome a cada vez que penso nela.
Enquanto os sentimentos se abalavam, observei a sala vazia, que sem sua presença se tornava como preto e branco. Aquele perfume de lavanda — que ela tanto gostava — já não tinha mais graça em sua ausência.
Fui até o banheiro e liguei o chuveiro. Entrei ainda vestido, o frio era enorme, mas não evitei o banho de água fria para esquecer um pouco a dor. Mas tudo em vão.
Eu saí tremendo, ainda todo molhado e vestido, fui em direção ao espelho, as lágrimas camufladas pela água que ainda restara em meus rosto desciam rápidas como se pesassem quilos.
Minha imagem não era mais a mesma diante do espelho.
De repente a raiva se tornou em uma explosão, não me contive e lancei minha mão cerrada com toda a força ao espelho. Os pedaços caíram lentamentes, como em câmera lenta, eu estava mais que transtornado, eu estava apavorado. Enfim acabei me entregando ao choro.
A tranquilidade retornou lentamente, então eu me joguei ao chão e permiti que os pensamentos se esvaíssem. Todas as lembraças se foram aos poucos, mas sequer irá afastar a tristeza que há dentro de mim. Senti um alívio muito grande e comecei a relaxar. Então meus olhos se fecharam e permaneci em meu descanso ali mesmo, molhado, com minhas mãos derramando sangue e deitado entre cacos.
Mesmo depois de quatro anos longe de querida mãe, as feridas nunca se curam, e sua imagem, era o meu medo, mas de qualquer maneira, seu amor estará gravado em minha mente como uma fotografia, e eu sei que lá estará sempre segura, onde nada nem ninguém pode apagar.
Enviado por Felipe.
22 julho 2010
Sobrevivendo.
Antes mesmo que eu conseguisse ver alguma coisa naquela multidão, eu podia ver meu rosto. Ele se contorcia e os meus olhos suplicavam por alguém. Mas eu não tinha ninguém.Eu estava só na multidão.Eu passei anos da minha vida sendo sempre o foco de tudo e todos sempre se preocupavam com o que se passava comigo. Isso já não acontecia mais.Minha luz se apagara, ou melhor, ela começou a iluminar todo mundo. Eu fui mandada para fora desse lugar, fora desse mundo.Antes eu era diferente pelo meu rosto bonito ou pelo meu sorriso, agora era diferente porque não me encaixava em nenhum desses papeis e ninguém jamais quis me amparar. Eu sabia que não estava vivendo, simplesmente sobrevivia. Sobrevivia para um dia poder viver. Essa era a única coisa que me fazia ainda respirar.Talvez um dia eu possa mostrar para todo mundo que sou mais do que eles podem ver, mas isso não me importa muito. Eu me sinto forte pelas coisas que passei e o modo como sobrevivo às provações. Se um dia eu cair, cairei porque não fui forte o bastante, não porque eu não quis ser forte. Porque simplesmente não fui.Agora eu ando por ai sem nunca ser notada, ou não do modo como eu gostaria. Ou como deveria. Eu sinto falta de alguma coisa em mim no passado que eu sei que nunca voltará. Eu nem sei muito bem o que é. Mas eu acho que deve ser algo parecido com auto-estima. Não que hoje eu não a tenha, mas ela está escondida dentro de mim e a cada vez que tento encontra-la, sempre há algo que me impedi.Não sei se um dia a alcançarei, mas eu vou lutar, enquanto eu sobreviver eu vou lutar, mesmo que todos digam que eu não irei conseguir, vou lutar.Por mais que meu mundo desabe, vou lutar. Eu só quero ver o sol e saber que eu mereço aqueles raios esquentando minha alma.Se um dia eu não conseguir, novamente viver. Pelo menos sobrevivi. E é isso que importa, estou aqui. Dando a cara a bater, enfrentando os problemas, as criticas. Pois o que importa realmente não é aonde chegar e sim como chegar.
Para minha Rhayza.
21 julho 2010
Depressão
Eu pensei que poderia me livrar da dor. Pensei que houvesse alguma maneira de sufocar o sofrimento sem que ele me sufocasse também.
Mas eu entendi que nem tudo é do jeito que todos nós pensamos. Entendi que o mundo não é um jogo e que eu não sou um fraco.
Mas agora eu levo a tristeza comigo, e agradeço por ser forte, e suportar a dor.
Mesmo assim em carência eu choro, com a esperança de um "final feliz". Suplico cada dia por algo que não existe. Talvez uma grande ilusão.
O que há de errado em mim? O que eu preciso mudar para ser mais feliz? O que me impede?
Eu não sei, nunca soube e muito menos saberei. Porque a vida é um mistério. No qual nenhum ser terá a chance ou muito menos a glória de desvendá-la.
Por muito tempo escrevi cartas para o nada. Mas eu não disse nada, pois só o socorro me basta. Mas nunca ninguém se manifestou, nem pelo menos para dizer alguma coisa que me confortasse. E eu tive medo, mas um enorme medo, entretanto ninguém me ajudou. Agora sou eu perdido no mundo, e mais nada.
Amei tudo e todos, pois esta era a minha única saída e minha única esperança de viver no meu mundo com a dor, sofrimento e causa.
E se eu chorar, quem irá enxugar minhas lágrimas? Ninguém. Se eu chorar, quem vai me acalmar? Ninguém. Isso porque eu sempre vou estar perdido no meu próprio mundo no qual eu procuro a felicidade. Pois cada dia é uma grande corrida para um mundo melhor.
19 julho 2010
Papel.
Eu nem ao menos sei
De onde tiro inspiração
Para o que
Escrevo.
Talvez seja
De tudo que vivi
Vivi muito, já esqueci
Ou se são os meus medos.
Eu tenho medo
De temer
Eu tenho medo
De não poder escrever
O papel
É meu maior amigo
E eu que sufocaria
Se este não estivesse comigo
Só com ele posso
Dizer o que sinto
Só pra ele conto histórias
E nunca minto.
Para muitas pessoas
O caderno é coisa a toa
Um monte de linhas
Talvez isso seja coisa minha
Mas sou eu que escolhi
Não ter para quem contar?
Aquilo que vivi
E o que me faz gritar?
Não!
Então, só me resta o papel.
Meu pedaço de céu
No inferno.
18 julho 2010
Escuridão.
Desliguei o telefone e deitei-me na cama fria. Aquelas palavras ecoavam pela minha cabeça e eu gritava para que isso fosse só um pesadelo. Eu podia ver aquele semblante mesmo no escuro.
Eu podia ver seus lábios se movendo enquanto ela dizia aquilo que eu não queria ouvir. Meu mundo desabara.
Eu não vou voltar mais.
Você nunca mais vai me ver.
Fique tranqüilo isso passa.
Sempre passa.
Ela realmente nunca entendeu o que eu sentia, mas não foi por falta de demonstração. Talvez seja porque a alma dela estava tão escura que ela não podia ver nem mesmo o que estava na frente do seu nariz. E o amor que eu sentia por ela estava mais perto que isso.
Eu não enxergava nada, não que se a luz estivesse acesa eu enxergaria. Eu não via um futuro, eu não via uma solução. Eu estava perdido e a luz no fim do túnel era tão resumida.
Diferente de tudo que eu já vira, quanto mais eu caminhava pelo túnel mais longe a luz ficava, mas difícil era alcançar os raios do sol naquela escuridão.
Mas agora era tarde.
As pedras que a cada vez mais, lentamente, fecharam a única saída. Eu estava totalmente preso e no escuro.
Eu iria definhar ali sem que ninguém nem ao menos pudesse me ouvir, eu iria definhar ali sem que ninguém pudesse nem ao menos me ver.
Ela nunca soube que esse sentimento fazia parte de mim, mas mais do que isso eu fazia parte desse sentimento. E se ele acabasse, eu acabaria. Ela nunca entendeu o que era isso, ela nunca amou.
Mas mesmo assim eu fui ingênuo o bastante para acreditar que um dia isso pudesse acontecer. Eu estava cego.
Eu sempre estive cego, só agora podia ver a dimensão onde eu vivera todo esse tempo. Eu estava confuso, não sabia se foi melhor saber o que estava acontecendo ou viver para sempre na ignorância. Eu estava perdido e sabia que nunca mais me acharia.
Essa escuridão nunca iria ter um fim.
17 julho 2010
O Tempo Não Pára.
Eu apenas trabalhava minha mente em dois segmentos. Meu hoje e meu amanhã. Eu sabia que as coisas tinham mudado, tomado um novo rumo. Eu precisava o quanto antes recuperar aquilo que eu havia perdido, afinal, o tempo não pára para você arrumar sua vida. Não existem contestações contra o tempo. Ele simplesmente corre, não importa se você está atrasado, se precisa recomeçar tudo outra vez, se precisa de tempo para pensar, colocar tudo no lugar. Se você não usa o tempo a seu favor, ele só servirá para envelhecer, amargurar sentimentos, distanciar gerações, separar pessoas, apodrecer coisas. Deixa que tudo se torne antiquado, desusado, esquecido. Faz com que tudo se torne velho, inútil, utópico.
Porque essa história de que o tempo cura tudo, é uma grande mentira. O tempo só desloca o incurável do centro das atenções. O tempo é a pior coisa que pode acontecer se você esquecer que ele existe. E tudo isso não poderia acontecer comigo. Eu tinha que fazer o tempo me deixar mais forte, mais corajosa, mais preparada, menos idiota, menos iludida, mais esperta, mais realista, e fazer com que ele me mantesse com os pés no chão. Não haveria mais tempo pra recomeçar.
Eu estava disposta a renascer. Havia muitas coisas na vida que eu ainda não entendia. E para isso, eu precisava de tempo. Um tempo só, para mim mesma.
Enviada por: Rebecca. Que é escritora e tem 16 anos. Logo seu livro "Entre Outubros" estará em todas as livrarias.
Envie também o seu.
À Nostalgia.
"O fato de sermos habitados por uma nostalgia incompreensível seria mesmo assim o sinal de que existe um além." Eugène Ionesco
"Nostalgia é saudade do que vivi,melancolia é saudede do que não vivi." Carlos Heitor Cony
"Na verdade, a filosofia é nostalgia, o desejo de se sentir em casa em qualquer lugar." Friedrich Novalis
"Chorar a dor do amor! É chorar de alegria
É lavar o coração com a doce nostalgia." Ducarmo de Assis
É lavar o coração com a doce nostalgia." Ducarmo de Assis
"A nostalgia bate, porem traz a alegria do momento." Monny Carvalho
"Ao amanhecer do dia olhamos para o horizonte com amor. Ao cair do dia olhamos pra trás com nostalgia." Stephen King
16 julho 2010
Vazio.
Sinto um vazio
Que jamais será preenchido
Sinto um vazio
Tão grande e indefinido.
Sinto o vazio corroer
Cada dia mais minha alma
Sinto o vazio que me atormenta
E me acalma.
Esse vazio que parece
Nunca ter fim
Por mais que tente lutar
Enfim.
Vai sempre estar aqui
Só quando você voltar
Eu vou sorrir
Isso vai acabar
Eu preciso acreditar.
15 julho 2010
Soneto à Jannz.
Se eu pudesse
Pediria você
Se isso não fosse possível
Pediria para te esquecer
Mesmo duvidando que isso acontecesse
É difícil de dizer
Meu amor é indestrutivel
Não só enquanto eu viver
Eu choro
Eu grito
Eu imploro
Eu melhoro
Eu limito
Eu pioro.
14 julho 2010
Nunca notou.
Isso vai ter um fim
Isso vai acabar
Vai se esquecer de mim
Mas você nem vai notar
Você não está aqui
Está em outro lugar
O mundo pode cair
Você nem vai notar
O tempo passa
E você não nota
Enquanto eu vivo
Você está morta
Morta pois não tem mais emoção
Morta porque seu coração
Se esqueceu de bater
E você nem notou
Ele veio a morrer
E você nem notou
Agora preciso lhe dizer
Para você se lembrar
Não desisti de você
Não desisti de lutar
Mesmo que você tenha esquecido
Eu não esqueci
E só vou esquecer
Quando não poder mais olhar para ti
13 julho 2010
Sufocando.
É tão estranho como minha mente de repente se fecha, e nada flui. Eu não consigo pensar em nada, há um turbilhão de coisas para pensar que chego a não pensar em nada.
Sei que muitas vezes devemos parar no silêncio e pensarmos, mas não há como fazer isso, porque todo momento há pessoas ao nosso redor gritando que você está errado.
Porque será que todos querem ler pensamentos? Eu não sou um desses.
Eu queria que as pessoas pudessem ler minha mente, ver cada pensamento, para poderem ver o que sinto, o quanto amo e sofro por cada um.
Verem que não faço as coisas porque simplesmente sou egoísta, mas porque não quero fazer as outras pessoas infelizes. Eu não queria poder ver o que eles pensam de mim, só queria que eles pudessem ver o quanto eu os amo e o quanto sou sincero ao dizer que eles são minha vida.
Eu preciso ficar sozinho, eu preciso respirar.
Não consigo mais ver os olhos de reprovação das pessoas, elas nunca sabem o que eu passo.
Pode ser insanidade minha, mas de repente sinto o mundo se fechando, me sufocando, eu grito e ninguém me escuta.
Acho que se todos pudessem ver o verdadeiro Leonardo, eu não estaria assim.
Às vezes há coisas que são mais fortes que o amor, o amor é fraco.
Nos deixa fracos, os problemas se aproveitam disso.
Eu queria tanto que as pessoas vissem o que eu penso, por trás de cada ação e vissem que eu faço tudo pelo bem delas.
Sei que mudei muito, eu era tolo.
Acreditava no paraíso, em anjos e afins. Acreditava na mentira. Hoje acredito no meu potencial.
Há o ato e a potência: Ato é tudo aquilo que fazemos, o que já realizamos. A potência é o que podemos fazer, é nisso que eu acredito.
Eu sei que muitos acham que o que eu faço ou o que eu fiz é errado, mas só eu sei do que sou capaz de fazer.
Eu quero que as pessoas vejam o que eu vejo, eu queria que elas vivessem o que eu passei. Na verdade não queria, não desejo isso a ninguém.
Ninguém faz ideia de quem eu sou, ninguém imagina o que eu passei.
As lágrimas rolaram enquanto escrevia, por que é tão doloroso? Por que eu não podia simplesmente ignorar como todo mundo faz? Por que eu tenho que ser tão sensível ao que acontece? Por que eu vejo tudo que acontece ao meu redor de uma maneira que ninguém vê?
Preciso tanto das pessoas, mas também preciso tanto me entender.
Eu nunca fui perfeito, mas a perfeição não é humana.
Sou o verdadeiro humano, que ama, erra, chora, grita, sorri.
A maior imperfeição humana, é a perfeição. Logo a maior perfeição humana, é a imperfeição.
Se fossemos perfeitos, não seriamos humanos.
Achava que não era humano, mas o Homem é tudo isso que eu sou. O Homem nunca fez tudo que as pessoas queriam, fazia o que achava ser real.
Não faço as coisas erradas, querendo errar. Erro tentando acertar.
O banco.
Não demoraria muito para eu chegar em casa. Descia pela rua que cruzava o bairro onde eu morava. Estava frio e o vento gélido fazia meu nariz arder. O céu estava negro como meus cabelos — a chuva não iria demorar para cair — e isso parecia-me bom.
Quando faltava poucos metros para eu chegar — enquanto estava passando pela praça que era o local de diversão das crianças e jovens, uma forte chuva começou a cair do céu.
Ali naquele lugar estava ele, agora todo ensopado o banco que sentava juntos com os meus amigos na infância. Onde ficávamos soltando pipa. Foi ali meu primeiro beijo, foi ali que eu conheci a única mulher da minha vida.
Eu sentia falta daquilo. Da chuva no rosto e de me sentir vivo. Não havia muito tempo que ela se fora e eu ainda podia senti-la aqui. Viva na minha respiração e nas batidas do meu coração.
Eu sentia sua falta, mas sempre soube que ela estava comigo.
Não demorou muito para que as lágrimas se misturassem com a agua que caia do céu.
Eu sabia que essa felicidade que sentia agora iria evaporar-se, como essa chuva quando o sol nascesse no outro dia.
Ela estava ali comigo, sentada naquele banco. Sorrindo para mim como sempre fizera.
Eu comecei a girar e cantar nossa música. Ninguém podia me ouvir, os trovões estavam tomando conta de qualquer outro ruído.
Até aquele momento eu não gostava de vir aqui, aquele banco me trazia lembranças que eu preferia esquecer. Agora ele me mostrava que eu preciso me lembrar, eu preciso me sentir vivo. Eu tinha sangue que corria pelas minhas veias. E eu tinha ela mesmo que eu nunca mais veja seu semblante a não ser quando eu dormisse e sonhasse.
Ela dava vida para aquele banco preto. Para as paredes brancas das casas, para os postes negros que agora estavam acesos. Ela dava vida as folhas secas no chão. Ela dava vida a mim.
Eu a tinha e ela sempre soube que ela sempre me terá.
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